O Ministério da Fazenda revisou para cima a projeção de inflação para 2026, que deve encerrar em 3,7%, ante a estimativa anterior de 3,6%. A atualização é consequência da volatilidade no mercado internacional de petróleo, especialmente devido a tensões no Oriente Médio. Apesar disso, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% para o mesmo ano.
A Secretaria de Política Econômica (SPE) elevou a estimativa do preço médio do petróleo para US$ 73,09 por barril, uma alta de cerca de 10,8% em relação à projeção anterior de US$ 65,97. Parte do aumento nos preços será repassada ao consumidor final, considerando um repasse de 20% a 30% do preço praticado pelas distribuidoras.
A valorização do real em relação ao dólar ajuda a moderar a pressão inflacionária. A estimativa para a cotação média do dólar em 2026 caiu de R$ 5,43 para R$ 5,32. A SPE indicou que cada alta de 1% no preço do petróleo pode elevar o IPCA em 0,02 ponto percentual, enquanto cada apreciação de 1% do real pode reduzir a inflação em 0,06 ponto percentual.
Outros indicadores, como o INPC e o IGP-DI, também tiveram revisão. O IGP-DI subiu de 4,6% para 4,9%, refletindo maior sensibilidade aos preços do petróleo. O desempenho da agropecuária, indústria e serviços foi projetado com pequenas alterações, com crescimento de 1,2%, 2,2% e 2,4%, respectivamente.




