O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter a prisão do soldado do Exército Victor Vicentin Rocha, de 25 anos, acusado de causar a morte da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, em um acidente de trânsito. O incidente ocorreu no dia 20 de junho, na região central de Campo Grande, quando o militar, dirigindo uma Chevrolet S10, avançou um sinal vermelho e colidiu com a motocicleta da vítima.
Durante a análise do habeas corpus, a 1ª Câmara Criminal do tribunal rejeitou por unanimidade o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Victor. Os advogados argumentaram que o soldado está em tratamento psiquiátrico e possui um histórico de depressão e tentativas de suicídio, afirmando que a permanência na prisão poderia agravar sua saúde mental.
Apesar dos argumentos da defesa, o militar continua detido enquanto enfrenta uma acusação de homicídio com dolo eventual e embriaguez ao volante. No dia do acidente, Victor havia consumido bebidas alcoólicas durante a madrugada e o teste do bafômetro resultou em 0,42 miligramas de álcool por litro de ar expelido.
Além de ser responsabilizado pela morte de Miriam, o soldado também é acusado de se envolver em outro acidente antes da colisão fatal e de ter fugido do local sem prestar socorro. Recentemente, a Justiça autorizou que ele recebesse acompanhamento psicológico semanal no Hospital Militar da Capital, porém, essa assistência será realizada sob escolta e sem que haja alteração em sua prisão preventiva.
O caso segue em andamento, e a sociedade aguarda os desdobramentos da ação penal que poderá resultar em penas severas para o soldado, dada a gravidade dos crimes imputados a ele.




