O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu início a um procedimento preparatório com o intuito de apurar possíveis irregularidades relacionadas aos pagamentos de diárias a vereadores e servidores da Câmara Municipal de Porto Murtinho. A investigação, que surge após denúncia recebida pela Ouvidoria do MPMS, tem como alvo principal a presidente da Casa, Sirley Pacheco (PSB), que recebeu a quantia de R$ 92.414,37 em diárias, além de uma assessora parlamentar que totalizou R$ 33.004,49.
A Promotoria de Justiça de Porto Murtinho está conduzindo a apuração, com o objetivo de verificar se houve concessão indevida dessas diárias, pagamentos realizados sem deslocamento efetivo ou sem a devida prestação de serviços, o que poderia resultar em danos aos cofres públicos. Na portaria que deu início à investigação, a promotora de Justiça substituta, Dafne Prado Sabag, enfatiza a necessidade de uma análise detalhada dos documentos coletados até o presente momento.
De acordo com as informações recebidas pela Câmara Municipal, os pagamentos referidos ocorreram entre janeiro e setembro de 2025. A presidência da Câmara, ao ser questionada, informou que todos os documentos relacionados às diárias foram disponibilizados em um link, devido à grande quantidade de arquivos.
Na decisão que converteu a denúncia inicial em procedimento preparatório, a promotora destacou que, apesar da documentação já apresentada, ainda são necessários novos esclarecimentos e uma análise criteriosa para determinar a existência de possíveis irregularidades. O MPMS ressalta que a investigação está em fase preliminar, com foco na apuração de eventuais desvios de finalidade na concessão das diárias e pagamentos que não estejam em conformidade com a legislação.
Após a conclusão das diligências, o Ministério Público decidirá sobre a adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais, caso sejam identificadas irregularidades. Até o fechamento desta matéria, a reportagem não obteve resposta da Câmara Municipal de Porto Murtinho sobre o assunto.




