Recentemente, um policial militar foi assassinado em Corumbá, um evento que gerou uma onda de insegurança na comunidade local. As ações subsequentes das forças de segurança, em resposta a esse crime, não só visam combater as facções criminosas, mas também levantar questões sobre a eficácia e os recursos disponíveis para a segurança pública na região.
Em 2007, quando liderava o 6º Batalhão da Polícia Militar, foi criada a Comissão de Segurança na Fronteira, em colaboração com a Bolívia, uma iniciativa que contou com a participação do governador do Estado. No entanto, essa comissão, que poderia ter contribuído significativamente para a segurança local, não teve continuidade, o que levanta preocupações sobre a falta de comprometimento com medidas de segurança duradouras.
É importante ressaltar que a responsabilidade pela atual situação de insegurança não recai sobre os policiais, que também são vítimas deste cenário. Apesar das dificuldades enfrentadas, esses profissionais continuam a desempenhar suas funções com bravura. Grande parte dos desafios enfrentados se deve à estrutura deficiente dos órgãos de segurança pública, que sofrem com a falta de efetivo e recursos adequados.
Além disso, a urgência por um aperfeiçoamento da legislação penal é evidente. Sugestões como a tipificação do domínio de áreas por organizações criminosas, o endurecimento das regras para a internação de adolescentes em atos infracionais graves e a conversão obrigatória da prisão em flagrante em preventiva para crimes graves são necessárias para aumentar a eficácia da atuação policial.
Outro ponto crucial é a integração internacional no combate à criminalidade. A criação de um Centro de Cooperação Policial Internacional com países vizinhos é uma estratégia vital para enfrentar a criminalidade transnacional de forma mais eficaz. A valorização dos órgãos federais, como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Receita Federal, também é essencial, além do pleno funcionamento do SISFRON, que deve ampliar a capacidade de controle nas fronteiras.
A valorização dos profissionais de segurança é um aspecto que merece atenção especial. É necessário estabelecer uma cultura de reconhecimento para os servidores que atuam na faixa de fronteira, incluindo incentivos como adicional de fronteira e critérios diferenciados de contagem de tempo de serviço, levando em conta a periculosidade da região.




