O Atlas da Violência 2026 trouxe à tona a relevância de Mato Grosso do Sul nas discussões sobre armamento na Câmara dos Deputados. O estudo identificou 53 propostas voltadas para a ampliação do acesso legal às armas em 2025, destacando a atuação do deputado federal Marcos Pollon (PL), que se tornou uma figura central nesse debate.
Pollon é o autor de projetos que visam expandir o porte de armas para diversas categorias, incluindo produtores rurais, professores, médicos e motoristas de carga, além de moradores de áreas com altos índices de homicídios. Outro deputado de Mato Grosso do Sul mencionado no levantamento é Beto Pereira (Republicanos), que propôs a ampliação do porte de armas para defensores públicos.
Além de buscar a ampliação do porte, Marcos Pollon também apresentou medidas para fomentar economicamente o setor armamentista. Entre as propostas estão a isenção tributária para tiro esportivo, subsídios para a aquisição da primeira arma e a criação do programa "Minha Primeira Arma", além da possibilidade de utilizar o FGTS para compra de armamentos.
No âmbito local, a Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou uma moção de repúdio proposta pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) contra o vereador Rafael Tavares (PL). A moção foi derrubada com 15 votos a 2, após Luiza acusar Tavares de desmerecer a luta antimanicomial e ofender manifestantes. Tavares, por sua vez, defendeu-se alegando que sua crítica se referia ao momento em que a mobilização ocorreu, e não à pauta em si.
A Câmara também prestou homenagem ao ex-vereador Edil Albuquerque, outorgando-lhe a Medalha "Destaques da Década de Reconhecimento – Juvêncio César da Fonseca". A honraria foi proposta pelo vereador André Salineiro (PL) e Edil, que teve uma longa trajetória na política, foi elogiado por diversos parlamentares. Ele foi vereador pela primeira vez em 1997 e presidiu a Casa entre 2007 e 2008, além de ter exercido a função de vice-prefeito de Campo Grande durante a gestão de Nelson Trad Filho (PSD) entre 2009 e 2012.
No cenário judicial, a situação do advogado Rhiad Abdulahad, um dos alvos da Operação Successione, continua em evidência. O juiz responsável pelo caso reafirmou a necessidade da prisão do advogado, mesmo diante da alegação de que ele possui um filho menor de 12 anos. Essa decisão foi considerada suficiente, conforme análise anterior feita pelo titular da Vara Criminal e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).




