O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu na quarta-feira (8) que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã deve incluir o Líbano, que enfrenta intensos bombardeios israelenses desde o anúncio da trégua na terça-feira (7). Esses ataques têm como alvo o grupo terrorista Hezbollah, presente no sul do Líbano.
Após conversas telefônicas com o presidente americano, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masud Pezeshkián, Macron afirmou que a decisão de aceitar a trégua é a mais adequada no atual contexto de tensão regional. No entanto, ele alertou que o acordo deve avançar para uma negociação mais abrangente, visando a estabilidade de todos os países envolvidos.
O presidente francês destacou que qualquer solução duradoura para o conflito deve abordar questões como o programa nuclear do Irã, o desenvolvimento de mísseis balísticos, a influência iraniana nos países vizinhos e as dificuldades na navegação no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo mundial. Macron afirmou que sem respostas a esses desafios, a construção de uma paz estável na região não será viável.
Além disso, Macron revelou que conversou com representantes do Catar, dos Emirados Árabes Unidos, do Líbano e do Iraque sobre esses temas e reafirmou o compromisso da França em contribuir para os esforços diplomáticos em andamento.
O presidente francês também expressou solidariedade às autoridades libanesas frente aos ataques israelenses, afirmando que os bombardeios representam uma ameaça real à continuidade do cessar-fogo. Ele reiterou o apoio da França à soberania do Líbano e ao processo de desarmamento do Hezbollah.




