O Brasil alcançou a quarta posição no aumento do número de turistas internacionais entre 2019 e 2025, conforme o relatório Tendências e Políticas do Turismo 2026 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Durante esse período, o fluxo de visitantes estrangeiros no país cresceu 46%, saltando de 6,3 milhões para 9,3 milhões.
Esse levantamento compara o desempenho dos países antes da pandemia de covid-19, em 2019, com os resultados projetados para 2025, evidenciando a recuperação e a expansão do turismo internacional. O Brasil destacou-se entre os países com o melhor desempenho no período analisado, superando destinos consagrados como Japão, que teve 34% de aumento; Portugal, com 20%; Espanha, com 16%; e França, com 12%.
Na América do Sul, o crescimento do turismo no Brasil contrasta com a retração registrada em outros países da região, como Argentina, que teve uma queda de 23%, e Peru, com -22%. Esse desempenho positivo é reforçado por dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), que também apontam resultados favoráveis para 2026.
Nos primeiros seis meses de 2026, o Brasil acolheu 5,2 milhões de turistas internacionais, o que representa o segundo maior volume de visitantes para um primeiro semestre na série histórica. Esses turistas injetaram na economia brasileira um total de US$ 5,6 bilhões, um valor 12% superior ao registrado no mesmo período em 2025.
A Embratur atribui esse crescimento a um conjunto de ações voltadas para a promoção do Brasil no exterior. Entre as iniciativas estão a participação em feiras internacionais, a realização de viagens de imprensa, a organização de famtours para operadores e agentes de turismo, além de campanhas de divulgação em mercados estratégicos.
O relatório da OCDE também destaca que o turismo internacional está se recuperando após a pandemia, impulsionado por uma crescente demanda por viagens, pela retomada da conectividade entre países e pela ampliação dos investimentos no setor. O turismo, além de movimentar a economia, continua a ser fundamental para a geração de empregos e o desenvolvimento regional das economias analisadas.



