Em uma conversa realizada no G7 nesta quarta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que a Organização das Nações Unidas (ONU) recomende o uso de urnas eletrônicas a outros países. A declaração, captada em áudio durante o evento na França, levantou discussões sobre a adoção do sistema de votação eletrônico em âmbito global.
"Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico de votação como orientação aos países", afirmou Lula, em um áudio que circulou após o encontro. O presidente, que tem uma longa trajetória política, usou suas experiências eleitorais para justificar sua posição em favor das urnas eletrônicas, mencionando suas disputas presidenciais ao longo dos anos.
Lula recordou seus resultados em eleições passadas, destacando: "Eu fui o segundo em 1989, eu fui o segundo em 1994, eu fui o segundo em 1998, aí eu fui o primeiro em 2002, o primeiro em 2006, o PT foi o primeiro em 2010, o primeiro em 2014, o segundo em 2018, e o primeiro agora em 2022, tudo pelo voto eletrônico". Essa declaração reforça a importância que o presidente atribui ao sistema de votação utilizado no Brasil desde 1996.
Durante a conversa, Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), levantou a questão sobre a possibilidade de uma nova candidatura de Lula. Ela perguntou: "Então você se elegeu para dois mandatos? E agora pode tentar de novo?" O presidente esclareceu que, conforme as regras eleitorais brasileiras, é necessário um intervalo de um mandato antes de uma nova candidatura à Presidência. "Tem que pular um, aí pode voltar", explicou.
Lula também mencionou que, se for reeleito, poderá se tornar o presidente mais longevo da História do Brasil. "Se eu for eleito agora, serei o presidente eleito mais longevo da História do Brasil. O único presidente que foi eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes", destacou.
As urnas eletrônicas começaram a ser utilizadas nas eleições brasileiras em 1996, sendo incorporadas nas eleições presidenciais a partir de 1998. Esse sistema foi um marco na modernização do processo eleitoral do país.




