Durante a cúpula do G7, realizada na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerou polêmica com suas declarações, que foram registradas em encontros e transmissões do evento. Entre os momentos mais impactantes, Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamando-o de "imperador" e expressando sua insatisfação com o comportamento do governo americano.
Em uma conversa com Lee Jae-myung, presidente da Coreia do Sul, Lula comentou sobre a postura de Trump, afirmando que o republicano acredita ter a capacidade de "dar ordens no mundo todo". O petista também respondeu aos comentários de Trump sobre a situação política no Brasil, alertando-o a não interferir nas eleições brasileiras. "Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil", afirmou Lula, enfatizando a tranquilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Lula elogiou o sistema de urnas eletrônicas do Brasil, afirmando que os resultados das eleições são divulgados poucas horas após o término da votação. Essa defesa do sistema eleitoral foi feita em um momento em que Trump se referiu à prisão de um candidato à presidência no Brasil, mencionando "Bolsonaro Jr.", em referência aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontraram com Trump recentemente.
Em outro momento, durante uma conversa com Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Lula abordou a guerra na Ucrânia, destacando a necessidade de uma resolução pacífica para o conflito. Ele observou uma mudança na postura de Volodymyr Zelensky em relação às negociações e defendeu a maior participação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Além disso, Lula voltou a tocar no tema da regulação das plataformas digitais, argumentando que a desigualdade pode ser ampliada pela tecnologia se não houver ações deliberadas. Ele ressaltou que, enquanto algumas empresas de tecnologia possuem valor equivalente ao de grandes economias, 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas da internet. O presidente também destacou a importância da proteção dos dados dos cidadãos brasileiros, mencionando a legislação sancionada este ano, o ECA Digital, que visa aumentar a proteção de crianças e adolescentes online.




