Em discurso realizado em Barcelona no dia 18, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a ONU não pode permanecer inerte diante das crises globais. Ele propôs ao secretário-geral António Guterres a convocação de reuniões extraordinárias para promover a paz.
Lula afirmou que os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU precisam alterar seu comportamento e alertou sobre os perigos de acordar diariamente com declarações de ameaças e guerras. Embora não tenha mencionado Donald Trump, o presidente brasileiro insistiu que nenhum país tem o direito de impor regras a outros.
O presidente ressaltou a importância da ONU, mas pediu uma discussão sobre seu funcionamento para melhorar as relações internacionais. Ele observou que estamos vivendo o período com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, o que torna ainda mais urgente a atuação da organização.
Lula criticou decisões unilaterais tomadas pelos membros do Conselho de Segurança sem o devido respeito às Nações Unidas. Ele expressou preocupação com o crescente extremismo e a falta de respeito pela Carta da ONU, alertando que a situação tende a piorar SE não houver diálogo.
O mandatário também SE mostrou alarmado com a situação em Cuba, pedindo o fim do bloqueio ao fornecimento de petróleo ao país. Lula enfatizou que a resolução dos problemas cubanos deve ser uma questão que cabe somente aos cubanos, não a líderes de outras nações.
A IV Cúpula em Defesa da Democracia, onde Lula fez suas declarações, contou com a presença de líderes globais e abordou temas relevantes para a política internacional.




