Neste domingo (26), o Gabinete de Segurança de Israel aprovou um programa piloto que permitirá a entrada limitada da Força Internacional de Estabilização em Gaza. A iniciativa faz parte do Conselho de Paz, que foi estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e visa a criação de uma zona humanitária na cidade de Rafah, localizada no extremo sul do enclave, atualmente sob controle militar israelense.
A proposta implica no destacamento da Força Internacional de Estabilização, conforme previsto em um acordo de cessar-fogo. A decisão foi tomada por um grupo que inclui autoridades do governo e altos funcionários de segurança nacional, refletindo uma estratégia mais ampla para estabilizar a região.
Um funcionário israelense de alto escalão revelou que a força que será enviada ao enclave contará com cerca de 200 representantes de países aliados a Israel, como Uganda e Marrocos. Nickolay Mladenov, principal representante do Conselho de Paz em Gaza, elogiou a aprovação do programa, considerando-a uma etapa crucial para apoiar a desmilitarização e facilitar a transição para uma administração palestina transitória sob os auspícios do Conselho Nacional de Governo Autônomo (CNGA).
Até o momento, o Hamas, responsável pelo ataque ocorrido em 7 de outubro de 2023, ainda não se comprometeu a desarmar, conforme estipulado no plano de 20 pontos de Donald Trump para a região. O plano inclui a construção de moradias temporárias para aqueles que desejarem se mudar para a área piloto em Rafah, após a realização de um processo de verificação para garantir que não tenham ligações com grupos terroristas.
Não foram fornecidos detalhes sobre como essa verificação será conduzida ou quais critérios serão utilizados para identificar ligações com o terrorismo. A implementação do envio da Força Internacional ainda aguarda a aprovação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, do ministro da Defesa Israel Katz e do ministro das Relações Exteriores Gideon Saar.
Conforme o funcionário citado, Israel manterá o controle sobre Gaza até a chamada Linha Amarela, uma demarcação que marca a retirada das tropas no início do cessar-fogo. A fonte enfatizou que não haverá retirada até que o Hamas se desmilitarize completamente. Caso o programa piloto seja bem-sucedido, conforme indicado pelo jornal Yedioth Ahronoth, a iniciativa poderá ser estendida para outras áreas de Gaza.




