As forças armadas do Irã afirmaram que não ficarão inativas diante do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou que o país não permitirá a continuidade dessa situação. O bloqueio foi restabelecido no último mês, após o colapso de um acordo de cessar-fogo que havia sido firmado entre EUA e Irã.
O Comando Central dos Estados Unidos informou, em uma atualização recente, que redirecionou 44 navios comerciais, imobilizou dois e abordou outros dois como parte das ações de controle naval. Em entrevista à televisão estatal iraniana, Rezaei destacou que o Irã não aceitará a abertura de qualquer rota pelo Estreito de Ormuz que não seja a sua própria. O conselheiro militar foi enfático ao afirmar que, caso os Estados Unidos enviem navios de guerra para essa via, serão alvos de retaliação.
Rezaei acusou Washington de violar o memorando de entendimento ao realizar ataques sem consultar o comitê de resolução de disputas. Os ataques americanos contra o Irã foram retomados em julho, após Teerã atacar navios que estavam transitando pelo Estreito de Ormuz em rotas não autorizadas. O conselheiro militar pediu que os EUA comecem a cumprir as condições acordadas no memorando assinado em junho.
Ele enfatizou que os Estados Unidos deveriam, inicialmente, devolver os recursos iranianos, declarar que não estão em guerra com o Irã e cessar a geração de insegurança na região. Rezaei também solicitou que os EUA permitam que o Irã apoie o comércio global por meio de seus próprios arranjos, de forma a melhorar a situação em comparação ao passado. Para ele, o cumprimento das obrigações previamente acordadas seria visto como uma mudança de atitude.
Além disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país está focado apenas nas negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz, desconsiderando qualquer diálogo com os Estados Unidos. Essa posição foi reafirmada em meio a tensões contínuas na região, exacerbadas por ações dos Houthis no Iêmen e o impacto no comércio marítimo.
A situação no Oriente Médio permanece volátil, com a possibilidade de novos desdobramentos a qualquer momento, especialmente considerando a complexa dinâmica entre as potências envolvidas e as tensões que persistem na região, particularmente no que se refere ao controle das rotas marítimas estratégicas.




