A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã emitiu um comunicado nesta quarta-feira (20) afirmando que, se os Estados Unidos e Israel decidirem retomar os ataques contra o regime iraniano, a guerra no Oriente Médio se expandirá para além da região. A declaração foi feita pela agência de notícias semioficial Mehr, que destacou a postura militar da corporação frente às ameaças do que chamou de "inimigo americano-sionista".
No comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que as forças militares mais poderosas do mundo, representadas pelos EUA e Israel, já atacaram o Irã, mas que o regime persa ainda não utilizou todos os seus recursos nessa confrontação. A corporação alertou que, caso os ataques sejam reestabelecidos, os impactos dessa guerra regional se estenderão a outros locais, e os resultados seriam devastadores para os agressores.
"Nossos golpes esmagadores os levarão à ruína em lugares inimagináveis", disse a Guarda Revolucionária, enfatizando que seus membros estão prontos para a luta e que o verdadeiro poder militar se demonstra em campo, e não em declarações ou em redes sociais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que tanto os EUA quanto Israel conseguiram destruir a maior parte da capacidade militar iraniana. Ele indicou que os ataques poderiam ser retomados caso não se chegasse a um acordo para pôr fim à guerra, que começou em 28 de fevereiro e que, desde 7 de abril, está sob um tenso cessar-fogo.
Na última segunda-feira (18), Trump anunciou que a ofensiva contra o Irã seria reiniciada na terça-feira (19), mas essa ação foi adiada devido a solicitações de aliados árabes. Posteriormente, o presidente americano sugeriu que os ataques poderiam ser retomados até o início da próxima semana.




