O regime iraniano emitiu um alerta a dois países europeus, Chipre e Bulgária, para que não autorizem o uso de suas bases militares por Estados Unidos e aliados em ações contra o Irã, sob pena de arcar com as consequências. A advertência foi feita pelo chanceler Abbas Araghchi em telefonemas com autoridades de ambos os países.
Na conversa com o governo cipriota, Araghchi enfatizou a necessidade de impedir que forças hostis utilizem as bases militares do Chipre para realizar ataques contra o regime islâmico. Ele argumentou que essa ação configuraria uma participação em atos de agressão, algo que Teerã não tolerará.
Durante o contato com a chanceler búlgara Velislava Petrova-Chamova, Araghchi reiterou a mesma preocupação. Ele solicitou que Sófia reconsiderasse uma decisão recente que permitiu a utilização de uma base no país por aeronaves militares dos EUA para operações no Oriente Médio.
O chanceler iraniano destacou que o país não hesitará em proteger seus interesses e sua segurança frente a qualquer ato hostil. Ele afirmou que qualquer parte envolvida em ações agressivas contra o Irã será responsabilizada pelas consequências.
Desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel, que se intensificou no final de fevereiro, o Irã tem conduzido ataques contra nações do Oriente Médio que abrigam bases americanas. Embora Teerã declare que seus alvos são exclusivamente militares, estruturas civis também têm sido afetadas.
Recentemente, enquanto alguns países se limitavam a interceptar os ataques, a Arábia Saudita adotou uma postura mais ofensiva. O país iniciou ataques contra os houthis no Iémen, que haviam imposto um bloqueio a navios comerciais sauditas no Mar Vermelho, além de agir contra grupos aliados ao Irã no Iraque.




