O clima na convenção estadual do União Brasil, ocorrida nesta quinta-feira (30) em Cuiabá, demonstrou a tensão interna do partido. O senador Jayme Campos se mostrou determinado ao afirmar que não permitirá que seu nome seja retirado da corrida ao governo de Mato Grosso. Sua declaração ocorre em um momento crucial, onde a votação vai decidir entre a candidatura própria, com ele à frente, ou o apoio à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos.
Por outro lado, o ex-governador Mauro Mendes, que atualmente preside o União Brasil no Estado, já manifestou sua preferência pelo apoio a Pivetta. Mendes, que foi vice de Pivetta até março, quando deixou o cargo para buscar uma vaga no Senado, está claramente do lado oposto do racha que se formou na cúpula do partido.
Jayme Campos, em sua fala, expressou confiança na democracia interna do União Brasil e na decisão dos convencionais. Ele não vê motivos para desconfiar de manobras que busquem barrar sua candidatura. "Eu confio plenamente nos nossos convencionais, tanto nos membros do diretório regional quanto nos nossos delegados partidários. Eu não tenho por que desconfiar. Evidentemente, isso é uma democracia, o voto é soberano", afirmou.
O senador também criticou a necessidade de realizar uma convenção, argumentando que, com seu nome sendo o único cogitado para o Palácio Paiaguás, seria mais natural uma aclamação. "Vamos ser honestos, nós não tínhamos nem que ter convenção. Se tem apenas um nome no partido, seria natural fazer a convenção por aclamação, como vai acontecer para deputado estadual, federal e para o próprio Senado", disse Campos.
Apesar das divergências, ele se disse preparado para enfrentar quaisquer desafios que possam surgir, reafirmando sua disposição de vencer as barreiras que se apresentarem. "Volto a dizer: vamos vencer de forma democrática. Quero crer que teremos uma votação expressiva e, o mais importante, vamos vencer essa eleição contra todo o poderio econômico deste Estado", declarou Jayme Campos, ressaltando sua confiança na mobilização do partido em meio a um cenário de disputas internas.




