O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, informou que, durante a invasão ao sistema que ocorreu na madrugada do último sábado (20), foram emitidos 10 alertas distintos. Embora não tenha revelado o número exato de pessoas afetadas, ele destacou que as mensagens falsas alcançaram "milhões de brasileiros".
As mensagens foram disparadas por dois sistemas distintos: nove alertas foram enviados via Cell Broadcast, tecnologia implementada em 2025, e um alerta foi enviado pelo sistema SMS, que está em uso desde 2014, mas foi substituído no ano anterior. Os textos das mensagens mencionavam termos inusitados, como “misantropia” e “invasão alienígena”, e foram distribuídos entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20).
Wolff também comentou sobre o trabalho de investigação que está sendo conduzido pela Polícia Federal, em colaboração com a equipe técnica da Defesa Civil. A investigação visa determinar se as mensagens foram enviadas por um indivíduo ou um grupo organizado. O secretário revelou que o primeiro alerta teve origem no Paraná, mas, após a desativação do acesso, outras mensagens continuaram a ser emitidas.
Em uma coletiva de imprensa, Wolff foi questionado sobre a segurança do sistema, que deve ser confiável ao alertar a população sobre desastres. Ele afirmou que a equipe técnica já trabalhava em melhorias na segurança do Defesa Civil Alerta desde o ano passado. "Não é a primeira vez que sistemas de órgãos públicos são alvo de ataques cibernéticos", ressaltou.
O secretário lamentou a situação, afirmando que existem pessoas dispostas a causar danos à nação. Além disso, Wolff destacou que a invasão servirá como um aprendizado para aprimorar o sistema. "Precisamos entender como essas pessoas conseguiram realizar o ataque e ultrapassar nossa segurança", concluiu.




