Os candidatos à Presidência da República deram início, neste domingo (16), às suas campanhas nas ruas do Brasil, conforme o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral. De acordo com a Lei das Eleições e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as atividades de campanha estão autorizadas até o dia 3 de outubro, um dia antes do primeiro turno das eleições. Comícios podem ser realizados entre 8h e meia-noite, até o dia 1° de outubro.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL), começou sua jornada na Praia de Copacabana, localizada no Rio de Janeiro, um local que já foi palco de diversas manifestações em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo protestos contra sua prisão por tentativa de golpe de Estado. Por volta das 11h30, Flávio subiu em um carro de som, vestindo uma camiseta com a frase "Meu Partido é o Brasil", nas cores da bandeira nacional. Ele estava acompanhado pelo candidato a vice, Alfredo Gaspar, além de sua mãe, Rogéria, que também é candidata, e sua esposa, Fernanda.
Durante seu discurso, Flávio compartilhou áudios do pai, Jair Bolsonaro, refletindo sobre a importância da família após o atentado que sofreu. Ele se comprometeu a dar continuidade ao legado do ex-presidente, que governou o Brasil entre 2019 e 2022. Em suas palavras, Flávio destacou a semelhança física com Jair, fazendo uma analogia ao filho de Pelé, e reiterou a injustiça da prisão do pai. O candidato também prometeu indicar novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito, buscando equilibrar a representação de gêneros na Corte.
A segurança pública foi um dos temas centrais do discurso de Flávio, que se propôs a classificar milícias e organizações do tráfico de drogas como "terroristas". Ele também defendeu a redução da idade penal, além de medidas para combater roubos e furtos, destacando a necessidade de enfrentar os altos índices de feminicídio.
Por sua vez, Hertz Dias, candidato do PSTU, iniciou sua campanha com uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo, e por ruas de São José dos Campos. O professor da rede pública e ativista do movimento negro apresentou aos eleitores sua proposta de reestatização de empresas estratégicas do Brasil. Hertz argumentou que, apesar da abundância de riquezas no país, elas estão concentradas nas mãos de uma minoria de banqueiros e grandes empresários, enquanto a maioria da população, que realmente produz essa riqueza, fica à margem.
Dias enfatizou que sua campanha é voltada para os trabalhadores, propondo uma alternativa à concentração de riqueza que impõe sacrifícios à população. O início das campanhas presidenciais marca um momento crucial no cenário eleitoral brasileiro, com os candidatos intensificando esforços para conquistar o apoio popular até o dia das eleições.




