Um incêndio florestal na região da Andaluzia, no sudoeste da Espanha, deixou ao menos 12 mortos, oito feridos e 19 desaparecidos. O incidente teve início na quinta-feira (9) no povoado de Los Gallardos, localizado em uma área semiárida próxima à Serra de Los Filabres.
As autoridades acreditam que a queda de uma linha de transmissão de energia pode ter dado origem ao incêndio, que rapidamente se alastrou para a floresta vizinha. Em resposta à emergência, estradas foram fechadas e cerca de mil moradores da região foram evacuados, conforme relatado pelos serviços de emergência.
O presidente do governo autônomo da Andaluzia, Juanma Moreno, descreveu a situação como uma "espécie de ratoeira" devido à complexidade do terreno, que apresenta desfiladeiros que dificultam o acesso de maquinário pesado. Nas últimas horas, o flanco direito do incêndio tem gerado preocupação, com seu avanço potencial em direção a áreas agrícolas, enquanto o flanco esquerdo continua ativo.
Antonio Sanz, conselheiro da presidência da Andaluzia, destacou que a utilização de rotas improvisadas em meio à fumaça agravou a situação. Entre as vítimas fatais, estão quatro cidadãos britânicos que ficaram presos em um veículo, além de sete pessoas que perderam a vida enquanto tentavam escapar das chamas.
Dentre os feridos, quatro apresentam queimaduras graves e estão sendo transferidos de helicóptero para o Hospital Virgen del Rocío de Sevilha. Outras quatro pessoas estão internadas no Hospital Torrecárdenas, em Almería, em estado menos grave.
O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, expressou sua tristeza e desolação em relação às consequências devastadoras do incêndio na província de Almería. Nos últimos anos, a Espanha tem enfrentado ondas de calor frequentes e intensas, com temperaturas frequentemente superando os 40°C, além de ventos fortes e escassez de chuvas, fatores que contribuem para a rápida propagação de pequenos focos de incêndio, tornando-os incontroláveis.




