Na última quinta-feira (28), membros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva expressaram publicamente sua oposição à decisão do Departamento de Estado dos EUA, que designou as facções criminosas CV e PCC como terroristas. Essa ação é interpretada pelos integrantes do governo como uma tentativa de "intervenção" nas políticas internas do Brasil.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, afirmou que, embora a cooperação internacional seja desejável, uma intervenção internacional nas políticas de segurança pública é inaceitável. Ele destacou a importância da segurança pública para o desenvolvimento socioeconômico e ressaltou que o crime organizado deve ser combatido, mas sem pretextos para intervenções externas.
O ex-chanceler enfatizou que a cooperação é positiva, especialmente em questões como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas reiterou que a ideia de uma intervenção, por qualquer justificativa, não é aceitável. Sua posição foi respaldada pelo líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, que também criticou a decisão por suas possíveis consequências negativas para o Brasil.
Esse parlamentar afirmou que a classificação das facções como terroristas pode afetar a economia nacional, afastando investimentos e comprometendo a soberania do país. Ele mencionou que as facções estão sendo combatidas ativamente pelo Governo Lula, com ações da Polícia Federal e da Receita que visam desmantelar financeiramente essas organizações.
O anúncio da designação das facções como terroristas foi feito pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que afirmou que essas organizações controlam milhares de pessoas e são as mais violentas do Brasil. O PCC e o CV agora se juntam a uma lista de outras organizações internacionais consideradas terroristas pelos EUA, o que levanta preocupações sobre a soberania e a segurança do Brasil frente a possíveis interferências externas.




