O ministro da economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, manifestou forte oposição à sugestão do governo de Donald Trump de substituir a seleção iraniana pela italiana na Copa do Mundo de 2026. Em suas declarações, Giorgetti considerou a proposta “vergonhosa”, ressaltando que a classificação deve ser decidida em campo.
Além disso, o técnico da seleção italiana, Gianni De Biasi, também se posicionou contra a ideia, afirmando que a Itália não necessita do respaldo de Trump para tratar de questões relacionadas à competição. Ele destacou a capacidade da seleção em lidar com a situação de forma autônoma.
A controvérsia surgiu após o enviado especial de Trump, Paolo Zampolli, sugerir ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a inclusão da Itália no lugar do Irã. Zampolli, que nasceu em Milão, expressou seu desejo de ver a Azzurra em um torneio realizado nos Estados Unidos, argumentando que a seleção tem um currículo de quatro títulos que justificaria sua inclusão.
A FIFA possui a autonomia necessária para decidir sobre a substituição do Irã em caso de desistência. Em 2025, a entidade já havia determinado que o vencedor da fase de liga da MLS participaria do novo Mundial de Clubes.
As discussões sobre a participação do Irã na Copa do Mundo estão ligadas ao conflito no Oriente Médio, que teve início em 28 de fevereiro. Apesar das incertezas, Gianni Infantino garantiu a presença da seleção iraniana no torneio, ressaltando a força do time. Ele assistiu a um jogo da seleção durante a última Data Fifa, que ocorreu na Turquia, devido aos conflitos na região.
Infantino declarou: "O Irã estará na Copa do Mundo. Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente". Vale lembrar que, pela terceira vez consecutiva, a Itália não conseguiu se classificar para o torneio, intensificando ainda mais o debate sobre sua inclusão na competição.




