O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou seu repúdio neste sábado (30) ao uso considerado "criminoso" da imagem de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em um painel de LED no Paraguai. A imagem retrata Jair agredindo o jogador Gustavo Gómez, o que gerou uma onda de indignação no país vizinho. Flávio enviou uma mensagem ao presidente paraguaio, Santiago Peña, expressando sua indignação pela forma como a imagem foi utilizada para atacar o atleta e provocar o povo paraguaio.
Na mensagem, Flávio enfatizou a importância de Gustavo Gómez no futebol, destacando que ele é um dos principais zagueiros do Brasil e jogador do Palmeiras, time que é fã de Jair Bolsonaro. O senador pediu que as autoridades paraguaias tomem providências contra aqueles que produziram a imagem, a qual ele considera uma agressão inaceitável.
O painel exibiu a imagem por cerca de duas horas antes de ser desligado, após a repercussão negativa. Mensagens associadas à imagem, que foram vistas como ofensivas, também provocaram reações intensas e destruição de alguns letreiros em Ciudad del Este, cidade próxima a Foz do Iguaçu, no Paraná. Uma das mensagens dizia: "O Brasil mandou e desmandou no campo e na política!", reforçando um sentimento de ressentimento histórico entre os dois países.
Outras frases que acompanhavam a imagem incluíam referências a uma goleada de 4 a 0 que o Brasil aplicou ao Paraguai durante as eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Esse tipo de provocação é sensível, especialmente considerando o histórico de tensões entre Brasil e Paraguai, que se acentuaram após a guerra da tríplice aliança no século XIX.
O presidente do Congresso do Paraguai, Basilio Núñez, também se manifestou sobre a situação, repudiando a difusão da imagem e classificando as mensagens como uma "afronta à dignidade" do povo paraguaio. Ele ressaltou que o Paraguai sempre buscou construir relações de amizade e cooperação com os países vizinhos, princípios que devem ser respeitados.
Por sua vez, o advogado Francisco Centurión, que representa uma das empresas responsáveis pelos letreiros, informou que os painéis foram "hackeados" por pessoas que teriam a intenção de causar danos ao comércio da região. Ele alegou que os responsáveis poderiam estar localizados em qualquer parte do mundo, uma vez que é possível acessar os painéis remotamente pela internet.




