O presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, expressou sua oposição à conversa sobre a diminuição da jornada de trabalho na escala 6×1 quando esta é impulsionada por motivações políticas e eleitorais. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, dia 26, Skaf enfatizou que não é contra o diálogo no país, mas acredita que qualquer debate, especialmente aqueles que envolvem alterações na carga horária, deve ser feito de maneira responsável e isenta de contaminações políticas.
Skaf argumentou que a rigidez na jornada de trabalho não deve ser aplicada de forma universal, pois cada setor possui suas particularidades. "Não queremos ter uma situação engessada no Brasil que não existe em nenhuma outra parte do mundo. A escala de trabalho depende de cada caso e setor. Vamos tirar a liberdade das pessoas de buscar os próprios interesses", disse o presidente da Fiesp.
O líder da Fiesp revelou ainda sua expectativa de que, no Senado, a discussão sobre a jornada de trabalho seja abordada de maneira diferente, com mais serenidade e responsabilidade, além de um enfoque democrático que priorize o que realmente é benéfico para o Brasil. "Precisamos não ter pressa e não fazer de forma açodada, sem escutar ninguém", afirmou Skaf, ressaltando a importância de um debate amplo e respeitoso.
Além disso, um estudo recente sugere que a eliminação da escala 6×1 pode ter impactos negativos significativos, como a redução do PIB, da renda, do número de empregos e da quantidade de empresas no país. Tais dados foram destacados por Skaf como um alerta para a necessidade de cautela nas discussões sobre a questão.




