Na segunda-feira, 25, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou bombardeios em alvos localizados no sul do Irã, com o objetivo de proteger suas tropas de potenciais ameaças vindas de Teerã. Os ataques se concentraram em áreas relacionadas ao lançamento de mísseis e em barcos iranianos que estavam instalando novas minas no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo.
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, confirmou os ataques em uma declaração à emissora Fox News, classificando-os como “ataques de autodefesa”. Hawkins ressaltou que o Comando Central dos EUA continua a proteger suas forças, mantendo uma postura de contenção mesmo durante o cessar-fogo vigente.
Informações da Fox News indicaram que as autoridades americanas identificaram dois barcos da Guarda Revolucionária Islâmica sendo atacados enquanto lançavam minas no Estreito de Ormuz. Além disso, um local de mísseis superfície-ar em Bandar Abbas, uma cidade portuária no sul do Irã, também foi alvo dos bombardeios, depois que o sistema de defesa iraniano teria mirado aviões de guerra dos EUA. Fontes afirmaram que esses ataques defensivos não implicam no término do cessar-fogo em curso.
O jornal The New York Times também reportou que os ataques ocorreram nas proximidades de Bandar Abbas, onde se localiza uma importante base naval iraniana, próxima ao Estreito de Ormuz. Mais cedo, a agência estatal iraniana Tasnim havia noticiado a ocorrência de três explosões na cidade.
Os bombardeios coincidiram com uma nova pressão do presidente Donald Trump sobre o Irã, relacionada ao programa nuclear do país. Em um post na Truth Social, Trump solicitou que o urânio enriquecido iraniano fosse entregue imediatamente aos EUA para destruição, preferencialmente em território iraniano ou em outro local sob supervisão de uma comissão de energia atômica.
Essa ação militar dos EUA se dá em um contexto de negociações delicadas para fortalecer o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz. Trump havia mencionado que um acordo com Teerã para encerrar a guerra estava “em grande parte negociado”, no entanto, autoridades iranianas desmentiram essa afirmação. Esmail Baghaei, porta-voz da equipe negociadora iraniana, reconheceu alguns avanços nas discussões, mas enfatizou que a assinatura de um acordo ainda não está próxima, e que o programa nuclear iraniano não faz parte das atuais negociações.




