Uma autoridade de alto escalão do governo dos Estados Unidos confirmou neste domingo (28) que as conversas sobre o memorando de entendimento com o Irã continuam "no caminho certo". A declaração foi feita em meio a uma escalada de tensões entre os dois países. A fonte assegurou que "nada foi cancelado" e que as discussões sobre a implementação do acordo estão previstas para ocorrer nos próximos dias, além de destacar que os canais de prevenção de conflitos permanecem operacionais após a Cúpula do Lago Lucerna, que contou com a participação do vice-presidente JD Vance.
O cenário se complica com a troca de ataques recentes, que testam a fragilidade do acordo. O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA localizadas no Kuwait e no Barein na noite de sábado (28), logo após o presidente Donald Trump ter feito ameaças à liderança iraniana, prometendo aniquilação caso o país não cumpra o acordo temporário que visa cessar as hostilidades.
Neste mesmo dia, Israel informou ter realizado ataques contra militantes do Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, no Líbano. Essa ação ocorreu um dia após um acordo de cessar-fogo com o Líbano, que, segundo o Irã, deveria ser respeitado para que um entendimento mais amplo fosse mantido.
As Forças Armadas dos EUA relataram que realizaram novos ataques contra o Irã, poucos horas após um petroleiro ter sido atingido no Estreito de Ormuz, uma das rotas de transporte de energia mais cruciais do mundo. O presidente Trump, em uma postagem na rede social Truth Social, alertou que em algum momento os EUA poderiam ser forçados a agir militarmente, afirmando que, se isso ocorresse, "a República Islâmica do Irã não existirá mais!"
Pouco depois da postagem de Trump, o exército do Kuwait anunciou que suas defesas aéreas estavam respondendo a ataques com mísseis e drones. No Barein, sirenes foram acionadas, alertando para a situação de emergência. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã declarou que os ataques violam o cessar-fogo e que isso resultará na interrupção completa de todos os processos diplomáticos.
O comando da marinha do IRGC advertiu que as bases norte-americanas na região enfrentariam grande hostilidade nos dias seguintes. Embora uma autoridade norte-americana tenha confirmado os ataques, não houve relatos de vítimas ou danos severos nas instalações americanas no Oriente Médio até o momento, mas a situação continua em evolução.




