Ryan Rowlands, cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro, expressou o interesse do governo americano em estabelecer um acordo no setor de energia nuclear com o Brasil durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia – Óleo e Gás. Ele mencionou que os EUA planejam quadruplicar sua capacidade nuclear até 2050 e que as empresas americanas lideram globalmente essa tecnologia.
O diplomata ressaltou que a energia nuclear no Brasil é uma aliada importante para atender à demanda crescente por tecnologia, inteligência artificial e data centers. Rowlands descreveu o Brasil como um modelo para o mundo, enfatizando a diversidade de suas fontes de energia, com um foco especial nas operações offshore de Óleo e Gás.
Além disso, Rowlands comentou que a relação entre os EUA e o Brasil está em um “lugar muito melhor” em comparação a meses ou um ano atrás. Ele destacou que o diálogo entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump tem sido mais frequente do que aquele estabelecido com o antecessor Joe Biden. O cônsul expressou esperança de que essa interação de alto nível continue.
O diplomata também criticou importadores do Brasil que priorizam produtos de menor valor agregado. Ele observou que as economias dos EUA e do Brasil estão profundamente integradas, diferentemente de outros parceiros que apenas importam matérias-primas e commodities. Os EUA, por sua vez, importam produtos de maior valor agregado.




