Nesta segunda-feira (13), o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que as forças americanas lançaram a terceira noite consecutiva de ataques aéreos contra o Irã, a mando do presidente Donald Trump. Essas operações têm como objetivo impor "um alto custo" ao regime iraniano.
Os ataques estão direcionados a desmantelar a capacidade do Irã de realizar ofensivas contra civis e embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de comércio global de energia. As ações começaram logo após Trump afirmar, em entrevista, que o país iraniano seria atingido "com muita força" naquela mesma noite.
Durante uma conversa no programa do comentarista conservador Hugh Hewitt, o presidente americano indicou que os ataques seriam intensificados naquela noite e no dia seguinte. Embora Trump tenha inicialmente se esquivado de discutir possíveis alvos militares, ele sugeriu que poderia haver um foco em uma área central do Irã, onde se acredita estar localizada uma instalação nuclear de importância estratégica.
A ofensiva acontece após Trump anunciar a retomada do bloqueio naval contra o Irã, além de declarar que os EUA assumirão a posição de "guardião do Estreito de Ormuz". O presidente ressaltou que outros países terão que compensar os EUA em 20% do valor de suas cargas para cobrir os custos de segurança na hidrovia, que o Irã fechou "até segunda ordem" após os recentes ataques.
Trump afirmou que o processo para implementar essas compensações começará imediatamente e reforçou que Washington não oferecerá mais proteção gratuita a nações que se beneficiam do trânsito pelo estreito. Em resposta aos ataques aéreos, o Irã tem tomado ações contra aliados dos EUA na região, intensificando a situação já tensa entre os dois países.




