Na noite de domingo (12) para segunda-feira (13), o Comando Central dos Estados Unidos, conhecido como Centcom, realizou uma nova série de ataques direcionados ao Irã. Essa ação ocorre em um contexto de intensificação do conflito, após o presidente Donald Trump ter declarado o fim da trégua na semana anterior.
O comunicado do Centcom informou que os ataques atingiram diversos alvos estratégicos em várias localizações, utilizando munições de precisão. O objetivo é limitar a capacidade do Irã de continuar a ameaçar a segurança do tráfego marítimo internacional no Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação. Entre os alvos estavam sistemas de defesa aérea, instalações de radar, capacidades de mísseis e drones, além de embarcações menores, empregando caças, navios da Marinha e drones de ataque.
O Estreito de Ormuz, que o regime iraniano afirmou ter bloqueado novamente, não está sob controle do Irã, segundo a avaliação do Centcom. Em resposta a essa nova ofensiva, o Irã atacou bases dos Estados Unidos no Oriente Médio. Informações indicam que sirenes foram acionadas no Bahrein, enquanto forças armadas do Kuwait relataram ataques a alvos aéreos considerados hostis. Além disso, as forças da Jordânia conseguiram interceptar pelo menos quatro mísseis iranianos.
Em uma entrevista por telefone à agência Reuters, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos estão “dando uma surra” nos iranianos, referindo-se aos recentes ataques. A escalada do conflito foi impulsionada pela insatisfação de Trump com os ataques do Irã a navios comerciais que não estavam em rotas autorizadas, levando ao fim do cessar-fogo que havia sido estabelecido em fevereiro.
Outro ponto de tensão entre Washington e Teerã envolve especulações sobre um suposto plano do Irã para assassinar Trump. O presidente americano declarou em sua rede social, Truth Social, que “mil mísseis estão prontos para o disparo e apontados para a República Islâmica do Irã”, alertando que milhares de outros poderiam ser lançados imediatamente caso o governo iraniano tentasse concretizar essa ameaça.
Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, também se manifestou, afirmando que o regime islâmico realizará sua vingança contra os Estados Unidos e Israel em breve, em decorrência da morte de seu antecessor, Ali Khamenei. Essa declaração foi interpretada como uma mensagem direta a Trump, acentuando ainda mais as tensões entre os dois países.




