O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, manifestou disposição para dialogar com o governo do Brasil, liderado por Lula (PT), sobre as tarifas impostas a produtos brasileiros na Organização Mundial do Comércio (OMC). Um documento oficial indicou que "os EUA aceitam o pedido do Brasil de realização de consultas" e se comprometeram a encontrar uma data que seja conveniente para ambas as partes.
No dia 27 de setembro, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil notificou que havia acionado a OMC, solicitando consultas a Washington no contexto do sistema de solução de controvérsias. Este movimento refere-se a duas taxas que o governo Trump aplicou contra o Brasil: a primeira, de 25%, relacionada a uma investigação sobre comércio digital e o sistema de pagamentos Pix; a segunda, de 12,5%, resultante de uma investigação sobre trabalho forçado.
Em um movimento paralelo, a China requisitou, nesta segunda-feira (10), a sua inclusão na ação referente ao tarifaço. De acordo com informações veiculadas pela Folha de São Paulo, o governo chinês argumentou que possui "interesse comercial substancial nessas consultas", sinalizando a relevância das tarifas para suas exportações.
A delegação da China comunicou à OMC que as tarifas impostas pela Casa Branca impactam todas as exportações chinesas para os EUA, exceto aquelas que recebem isenções específicas. A China destacou que essas tarifas adicionais afetam a competitividade dos produtos chineses no mercado norte-americano.
Desde o ano passado, China e Brasil têm enfrentado um aumento significativo nas tarifas aplicadas pelo governo Trump, colocando ambos os países entre os mais afetados por essas medidas protecionistas.




