A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, afirmou que a administração de Donald Trump está comprometida em erradicar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), recentemente designadas como organizações terroristas estrangeiras. A declaração foi feita em uma entrevista à CNN Brasil na última segunda-feira, dia 1º.
Roberson ressaltou que a determinação do presidente republicano, desde o início de seu segundo mandato, é utilizar todos os recursos disponíveis para combater grupos criminosos nas Américas. A classificação das facções brasileiras integra uma estratégia mais ampla para atingir esse objetivo específico, conforme explicou a porta-voz.
No entanto, ela enfatizou que a designação como organizações terroristas não autoriza uma intervenção militar no Brasil, conforme a legislação americana. A porta-voz indicou que existem outras medidas que podem ser implementadas contra indivíduos ou grupos criminosos sob a jurisdição dos EUA.
Entre as consequências da classificação, Roberson mencionou restrições de visto para membros do PCC e CV, bloqueios de ativos nos Estados Unidos, além da proibição de transações financeiras com esses grupos. Também é considerado crime fornecer qualquer tipo de apoio material a eles.
Questionada sobre a possibilidade de intervenções no sistema de pagamento brasileiro, como o Pix, para impedir transações relacionadas ao PCC e CV, Roberson destacou que essas ações são de responsabilidade do Departamento do Tesouro americano.
Na última quinta-feira, dia 28, o Departamento de Estado dos EUA anunciou formalmente a inclusão das facções criminosas brasileiras na lista de organizações terroristas. A designação entrará em vigor na próxima sexta-feira, dia 5 de junho.




