No último sábado (30), os Estados Unidos realizaram um ataque contra um navio comercial que tentava romper o cerco imposto por Washington aos portos iranianos, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã elevou o tom de suas declarações, afirmando que a passagem estratégica está sob seu "controle total". Até o momento, não há registros de feridos no incidente.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que o navio mercante M/V Lian Star foi detectado navegando em águas internacionais no Golfo de Omã, com destino a um porto iraniano. O Centcom também revelou que foram emitidas mais de 20 advertências ao navio, alertando sobre a violação do bloqueio estabelecido por Washington. Com este ataque, as forças americanas já inutilizaram cinco navios comerciais e desviaram 116 embarcações desde o início do cerco a Teerã.
Após ignorar os avisos, uma aeronave militar dos EUA disparou contra a sala de máquinas da embarcação, tornando-a "inutilizada" e forçando sua interrupção na navegação em direção ao Irã, conforme comunicado oficial do Centcom.
O M/V Lian Star operava com bandeira da Gâmbia, um registro que, embora não seja tão comum quanto os de outros países como Libéria ou Panamá, permite a operação de barcos sem vínculo direto com a nação africana. Essa situação ressalta a complexidade das operações marítimas na região.
Paralelamente, as Forças Armadas do Irã emitiram um aviso contundente, afirmando que qualquer tentativa de interferência militar na rota marítima será respondida de forma severa. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya declarou que a gestão do Estreito de Ormuz é realizada com total autoridade pela República Islâmica do Irã.
As autoridades iranianas advertiram que todos os navios, sejam comerciais ou petroleiros, devem seguir as rotas designadas e obter permissão da Marinha da Guarda Revolucionária. O não cumprimento dessas diretrizes, segundo o Irã, poderá colocar em "grave risco" a segurança da navegação na região.




