A estilista Rebeca Borin Barreto, Natural de Dourados e com apenas 22 anos, fez história ao debutar no Future of Fashion Show – UN Edition, realizado em Nova York, nos Estados Unidos. A apresentação ocorreu em um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Cosp19), destacando a relevância da moda na inclusão e acessibilidade.
Rebeca, formada em design de moda pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), foi convidada a participar do desfile devido ao seu compromisso com a moda autoral. A coleção apresentada, intitulada "O que sustenta um sonho?", reflete sobre as motivações que levam os brasileiros a perseguirem seus objetivos. O vestido, que faz parte dessa coleção, reúne três elementos que simbolizam a identidade nacional: fé, futebol e cultura brasileira.
A escolha do futebol como símbolo é uma homenagem à paixão nacional e à perseverança que envolve cada conquista no esporte. "Por trás de cada gol existe uma história de dedicação, esperança, esforço coletivo e perseverança", afirmou Rebeca. O vestido foi meticulosamente bordado à mão, consumindo mais de 300 horas de trabalho, e apresenta uma padronagem em losangos inspirada na bandeira do Brasil e nas redes de gol dos estádios.
Os detalhes da peça, como as pérolas aplicadas, representam as pessoas que fazem parte da trajetória de cada conquista, enquanto as pérolas douradas simbolizam a fé e a presença de Deus. Além disso, a criação incorpora elementos do artesanato brasileiro, como o fuxico, e inclui uma bolsa em formato de chuteira, representando o sonho carregado nas mãos. Os acessórios foram desenvolvidos em parceria com a marca Ester Joias Cristãs, com inspiração em Colossenses 3:14, ressaltando a ideia do amor como elo entre pessoas e propósitos.
A apresentação do vestido teve um significado especial, pois ocorreu durante a semana de abertura da Copa do Mundo, que aconteceu simultaneamente em Nova York, intensificando a conexão da obra com o universo do futebol. O evento contou com a presença de Samanta Bullock, modelo e ativista reconhecida internacionalmente por seu trabalho em inclusão e acessibilidade, reforçando a importância da moda como agente de transformação social.
Para Rebeca, a experiência foi ainda mais significativa por reunir aspectos que fundamentam sua trajetória na moda. "Ver minha estreia como estilista acontecer em Nova York já seria inesquecível. Poder apresentar uma criação inspirada na cultura brasileira e vê-la representada pela Maju de Araújo tornou tudo ainda mais significativo. Sou grata por usar a moda para transmitir mensagens de fé, esperança e propósito", destacou a estilista. A jovem celebra a oportunidade de levar elementos da cultura brasileira a um palco internacional, utilizando a moda como um meio de conexão e expressão de valores essenciais em sua vida.




