A escadaria que conecta as áreas alta e baixa do Guanandi é uma estrutura planejada para facilitar o trânsito de pedestres entre os níveis do bairro. Localizada no cruzamento das avenidas Manoel da Costa Lima e Presidente Ernesto Geisel, a escada desce até a Rua Corá, próxima ao córrego e à pista de caminhada. No entanto, moradores expressam descontentamento com a situação do local, que se transformou em um ponto de reclamação devido ao acúmulo de lixo e a falta de manutenção.
Embora a escadaria continue sendo utilizada por quem se desloca para o mercado atacadista, pontos de ônibus e outras áreas da região, o caminho apresenta sérios problemas. O espaço está repleto de lixo, roupas velhas, fezes, urina e vegetação, além de acumular água em dias de chuva, o que agrava a situação para os usuários, especialmente os idosos. Maria Helena Arruda, de mais de 60 anos, reside na região há cinco anos e utiliza a escadaria para suas compras. Ela destaca que o estado do local é preocupante. "A gente usa, passa por aí para ir ao mercado, mas está cheio de sujeira, roupa velha, fezes e urina", afirmou.
Maria Helena também ressaltou que as condições se tornam ainda mais perigosas quando chove, já que a água se acumula na parte inferior da escadaria, tornando-a escorregadia. "Quando chove, vira uma lagoa. Eu tenho medo de cair, porque não tem nem onde segurar", relatou. Outro morador, Nikanor de Oliveira Neto, de 30 anos, que vive na área desde 2020, acredita que o problema não está na estrutura da escada, mas sim na ausência de manutenção. Para ele, a solução seria simples, com a implementação de limpezas regulares.
Nikanor sugere que a frequência da limpeza poderia ser quinzenal ou mensal, mas enfatiza que é fundamental que a população também colabore para evitar o acúmulo de lixo. "Tirar dá para tirar, mas infelizmente pode voltar", comentou, propondo a instalação de uma placa com a orientação de não jogar lixo no local. Fabiana Francisco Alves, de 42 anos e residente do bairro desde a infância, recorda que a escadaria já foi mais organizada e limpa. Ela observa que a sujeira aumentou ao longo dos anos, especialmente devido a ações de pessoas que mexem nas sacolas deixadas ao redor e espalham resíduos.
Fabiana acredita que a responsabilidade pela manutenção do espaço não deve ser atribuída apenas ao poder público, ressaltando a importância da conscientização da população. "Acho que é mais conscientização da população. Mesmo que venham limpar, vai continuar, enquanto a população não se conscientizar", concluiu. A Prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre a situação da escadaria, incluindo a possibilidade de limpeza, manutenção e instalação de corrimão, mas até o momento não houve retorno sobre o assunto.




