A leishmaniose ainda é um tema que gera muitas dúvidas, especialmente em relação à sua transmissão. Ao contrário do que muitos acreditam, os cachorros não transmitem a doença diretamente aos seres humanos. O responsável pela transmissão é o mosquito-palha, e por isso, é fundamental manter o animal protegido e o ambiente em boas condições para evitar a contaminação.
Neste mês, a campanha Agosto Verde-Claro destaca a relevância da prevenção da leishmaniose visceral, uma condição que pode afetar tanto cães quanto humanos e é considerada um problema de saúde pública no Brasil. O vetor da doença é o mosquito-palha, que se infecta com o protozoário Leishmania infantum. Dessa forma, os cuidados devem abranger tanto a proteção dos animais quanto a limpeza do local onde vivem.
Nos cães, a leishmaniose pode permanecer assintomática por meses. Quando os sinais começam a aparecer, o animal pode apresentar perda de peso, diminuição do apetite, queda de pelos, feridas de cicatrização lenta, alterações oculares, crescimento excessivo das unhas e aumento dos linfonodos. Sem um acompanhamento veterinário adequado, a doença pode evoluir e afetar órgãos vitais do animal.
De acordo com o médico-veterinário e diretor-geral da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, Francis Flosi, é crucial evitar o contato dos cães com o mosquito. Ele afirma que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra a leishmaniose. Atualmente, existem coleiras repelentes, vacinas para cães aptos, produtos inseticidas e práticas de manejo ambiental que ajudam na proteção. Quanto mais cedo os tutores buscarem orientação veterinária, maiores serão as chances de proteger seus animais e contribuir para o controle da doença.
É fundamental compreender o processo de transmissão da leishmaniose. Embora os cães possam ser infectados, eles não transmitem a doença diretamente para pessoas ou outros animais. O vetor permanece sendo o mosquito-palha. Portanto, o controle do ambiente e a redução de locais que favoreçam a reprodução do inseto são essenciais, além da proteção dos animais.
A adoção de medidas simples pode auxiliar na prevenção da leishmaniose. Isso inclui o uso contínuo de coleiras repelentes e a vacinação dos cães, conforme a recomendação do veterinário. Além disso, manter o quintal limpo, remover folhas e outros resíduos orgânicos acumulados e cuidar do lixo são práticas importantes. Telas podem ser instaladas em canis e nos lugares onde os cães ficam.



