A Embraer apresentou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um pedido de licença para operar campos de antenas do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) já instalados em 26 municípios do estado de Mato Grosso do Sul. A solicitação foi divulgada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (10) e inclui localidades como Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã, Porto Murtinho, Amambai e Antônio João. As antenas fazem parte de uma rede destinada a fortalecer a vigilância e a comunicação em áreas estratégicas do território nacional.
De acordo com a publicação, as obras para a instalação das antenas foram concluídas. Agora, a empresa busca a Licença de Operação, que é um requisito fundamental para que as estruturas possam funcionar de forma regular. O aviso, no entanto, não especifica quantas antenas foram montadas, a data em que começarão a operar ou o investimento realizado nesta fase.
Além de Mato Grosso do Sul, o pedido da Embraer abrange campos de antenas em 10 cidades do estado de Mato Grosso e em Guaíra, no Paraná. Os municípios mencionados no documento incluem: Amambai, Antônio João, Aquidauana, Aral Moreira, Bandeirantes, Bela Vista, Campo Grande, Caracol, Corumbá, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Iguatemi, Jardim, Miranda, Mundo Novo, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Pedro Gomes, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Sonora e Terenos.
O Sisfron é considerado um dos principais programas de vigilância territorial do Brasil. Segundo informações da Embraer, o sistema foi criado com o objetivo de proteger os 16.886 quilômetros de fronteiras terrestres do país, que se estendem por dez estados e ocupam 27% do território nacional. A empresa é responsável pela implantação e integração do sistema, que utiliza diversas tecnologias de monitoramento, comunicação e controle.
O sistema inclui radares de vigilância capazes de detectar veículos leves a até 20 quilômetros, radares tridimensionais com alcance de até 200 quilômetros, além de sistemas de monitoramento de radiocomunicações e veículos que combinam diferentes tecnologias em uma única rede. A participação da Embraer no Sisfron teve início com um contrato de R$ 839 milhões estabelecido com o Exército, que abrangeu a primeira fase do programa, focada no monitoramento de cerca de 650 quilômetros da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e a Bolívia. Na época, o projeto previa a criação de uma rede composta por radares, sensores, sistemas de comunicação e aeronaves não tripuladas, integradas à 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados, ao Comando Militar do Oeste, em Campo Grande, e ao comando central do Exército, em Brasília.




