A Prefeitura de Dourados avança na modernização administrativa com a implementação do Sistema Eletrônico de Tramitação de Pagamentos. A apresentação da Instrução Normativa Conjunta nº 01/2026 ocorreu nesta quinta-feira (23) e envolveu servidores de todas as Secretarias Municipais, destacando a importância da digitalização para a economia e eficiência dos serviços públicos.
Até 2025, o sistema de pagamentos da prefeitura era totalmente baseado em papel, o que gerava despesas mensais de R$ 15.810,19, totalizando quase R$ 200 mil por ano. Com a transição para a plataforma digital, o custo mensal será reduzido para R$ 6.500,00. Suelen Nunes Venâncio, secretária Municipal de Fazenda, enfatizou que a mudança não apenas diminui os gastos, mas também permite que os servidores se concentrem em atividades mais relevantes e estratégicas.
Suelen Nunes ressaltou que, antes da digitalização, o processo envolvia impressões, organização de documentos e uma equipe dedicada à digitalização manual, resultando em uma rotina onerosa. “A gente gastava em torno de R$ 200 mil por ano só para mover papel de uma sala para outra”, comentou a secretária. Essa nova abordagem visa oferecer mais eficiência no orçamento e eliminar o acúmulo de arquivos físicos, além de reduzir o retrabalho causado por erros nos processos.
Os problemas de documentação, como certidões vencidas e falhas na organização, frequentemente resultavam em atrasos nos pagamentos e sobrecarga no Departamento Financeiro. Com a digitalização, a tramitação dos processos se torna rastreável, permitindo um controle mais rigoroso e prazos previsíveis, segundo a secretária.
Além dos pagamentos, a migração também impactará ofícios e Comunicações Internas, que anteriormente geravam um gasto de cerca de R$ 1 milhão por ano. Nos últimos quatro anos, a prefeitura desembolsou aproximadamente R$ 4 milhões em impressão e postagem, recursos que poderiam ser investidos em áreas como saúde e educação.
A estratégia de digitalização se alinha à Lei Federal nº 14.129/2021, a Lei de Governo Digital, que estabelece a digitalização como diretriz na administração pública nacional. Em março de 2026, mais de 2.650 municípios já estavam integrados à Rede GOV.BR, evidenciando a adesão em todo o Brasil. Experiências em outros estados, como Santa Catarina, que economizou cerca de R$ 29 milhões, e o Ceará, com projeção de R$ 300 milhões em economia ao longo de oito anos, demonstram o potencial de retorno financeiro dessa mudança.




