O Irã descartou a possibilidade de negociações diretas com os Estados Unidos no Paquistão durante este fim de semana. As condições que Teerã propõe para um acordo de paz foram encaminhadas a um mediador, o governo do Paquistão, responsável por repassar os termos aos representantes do presidente americano Donald Trump.
O Paquistão estava tentando organizar um encontro entre autoridades iranianas e americanas neste fim de semana. Em 25 de novembro, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, esteve em Islamabad, onde apresentou as condições iranianas para possíveis conversas sobre o conflito na região, de acordo com informações divulgadas pela Reuters e pelo jornal The New York Times.
Os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão programados para chegar ao Paquistão ainda no dia 25. Durante uma reunião com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, Araghchi transmitiu as exigências do Irã, além de manifestar suas preocupações em relação às propostas norte-americanas. O governo do Paquistão atua como intermediador nas interações entre Teerã e Washington.
O chanceler iraniano reafirmou que não haverá um encontro direto entre representantes dos dois países nesta fase das discussões, ressaltando que toda comunicação será feita por meio da mediação do Paquistão. Fontes indicam que a diplomacia iraniana rejeitou o que considerou como "demandas maximalistas" dos Estados Unidos, enquanto o país se prepara para enviar uma resposta formal à proposta americana de cessar-fogo.
Além disso, equipes de apoio e segurança dos Estados Unidos já estavam em Islamabad para possíveis negociações. Durante sua visita ao Paquistão, Araghchi também se encontrou com autoridades militares locais e expressou gratidão pelo papel do Paquistão como mediador. Após essa etapa, o chanceler iraniano deverá seguir para novas conversas em outros países, incluindo Omã e Rússia, conforme relatado pelo The New York Times.
As tratativas ocorrem em um contexto de tensões persistentes na região, mesmo com os anúncios de cessar-fogo. Os diálogos abordam questões como sanções econômicas, segurança marítima e o programa nuclear do Irã, que continuam sem um consenso entre as partes.




