A Prefeitura de Dourados lançou uma nova iniciativa com o objetivo de identificar e acompanhar famílias que se encontram em situação de insegurança alimentar. A estratégia é baseada no Protocolo Brasil Sem Fome e visa estabelecer um fluxo integrado entre diversas áreas da gestão pública, promovendo o acesso regular à alimentação para aqueles em vulnerabilidade social.
No dia 27 de abril, técnicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Governo Federal, realizaram uma capacitação direcionada às equipes das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação e Agricultura Familiar. Essa capacitação tem como meta alinhar procedimentos e fortalecer a atuação conjunta entre os setores envolvidos.
A secretária municipal de Assistência Social, Shirley Flores Zarpelon, destacou que a nova estratégia aprimora a resposta do poder público, especialmente em casos mais críticos, ao permitir uma integração efetiva entre serviços e um acompanhamento contínuo das famílias. O protocolo segue um processo em sete etapas, que se inicia com a identificação das famílias por meio da Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar (Tria), aplicada na Atenção Primária do SUS.
Após essa triagem inicial, os dados são integrados em sistemas como e-SUS e Cadastro Único, o que possibilita um diagnóstico mais preciso. Em seguida, são realizadas ações de busca ativa para localizar as pessoas em situação de vulnerabilidade, além de mapear os serviços, programas e benefícios disponíveis no município.
O atendimento às famílias é feito de forma integrada, com acompanhamento periódico e reaplicação da triagem a cada três a seis meses. O processo é monitorado pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), garantindo uma avaliação constante da eficácia das ações implementadas.
Dourados, que possui mais de 265 mil habitantes e características específicas, como a presença de aldeias indígenas e acampamentos, tem avançado no combate à insegurança alimentar. Entre as ações já realizadas está a aquisição de 100 toneladas de alimentos produzidos por agricultores indígenas, que foram distribuídos gratuitamente para as comunidades mais vulneráveis. Esta ação é realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em parceria com os governos estadual e federal.




