Dourados, localizada em Mato Grosso do Sul, destaca-se como um dos principais polos de produção do estado, com potencial significativo para explorar as oportunidades que a Rota Bioceânica oferece. O trecho do Corredor Bioceânico, que conecta a América do Sul ao Canal do Panamá, deve ser inaugurado em até um ano e meio. Contudo, para que a cidade possa aproveitar essa nova rota, é fundamental realizar adequações, especialmente no que se refere à logística.
Jaime Verruck, ex-secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, enfatiza que Dourados, com sua diversificação na produção de grãos, proteínas e agroindústrias, está em uma posição privilegiada para se beneficiar da nova rota. "Dourados é uma das cidades mais favorecidas em termos de capacidade de exportação", afirmou Verruck. Ele acredita que a cidade deve se preparar adequadamente para essa oportunidade, implementando um centro logístico e adaptando sua frota de caminhões para atender às exigências internacionais.
A preparação para a Rota Bioceânica inclui a necessidade de caminhões com habilitação internacional, além de uma estrutura logística que permita o ACESSO e a operação eficientes na nova rota. Verruck argumenta que Dourados deve assumir um papel estratégico para que os empresários possam explorar ao máximo essa oportunidade, o que requer um planejamento cuidadoso.
Outro ponto destacado por Verruck é a importância de observar rotas alternativas para a exportação. Ele menciona a possibilidade de transportar cargas de Dourados através da fronteira com o Paraguai, utilizando a cidade de Ponta Porã como ponto de passagem até Concepción, onde é possível acessar a rodovia paraguaia.
Com relação ao mercado chinês, Verruck ressalta que a Rota Bioceânica pode reduzir em até 17 dias o tempo de transporte de produtos sul-mato-grossenses para a CHINA. Os consumidores chineses gastam, anualmente, cerca de US$ 5 bilhões em produtos oriundos do estado, o que corresponde a aproximadamente R$ 25,2 bilhões. Essa redução no tempo de transporte pode significar um aumento significativo nas exportações, beneficiando não apenas Dourados, mas toda a região.
Em sua análise, Verruck destaca a necessidade de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. Ele acredita que é possível criar um ambiente favorável a investimentos que respeite as questões ambientais, unindo produção e sustentabilidade. Verruck também menciona que a diversificação da base produtiva é essencial, com a expansão de setores como avicultura e suinocultura, além da tradicional produção de soja e gado.




