O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio à criação do Fundo Anti-Instrumentalização, anunciado pelo Departamento de JUSTIÇA (DOJ) no dia 22 de setembro de 2023. Esta nova iniciativa, que contará com um investimento de quase US$ 1,8 bilhão de recursos públicos, tem como finalidade ouvir as demandas e proporcionar reparações financeiras a indivíduos que se tornaram vítimas de abusos relacionados à instrumentalização de seus dados pessoais e a práticas de lawfare, que se referem a guerras jurídicas promovidas pelo governo.
Trump, em sua conta na rede Truth Social, afirmou que abriu mão de uma quantia significativa de dinheiro para viabilizar a criação do fundo. Ele mencionou que poderia ter alcançado um acordo em seu próprio caso, que inclui a divulgação não autorizada de sua declaração de imposto de renda e a invasão de sua residência em Mar-a-Lago, mas optou por ajudar aqueles que, segundo ele, foram severamente prejudicados pela administração Biden, que classificou como maligna e corrupta.
O DOJ esclareceu que a criação do fundo resulta de um acordo que envolve Trump, seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump, além da Organização Trump. O acordo foi firmado para encerrar processos legais contra o Departamento do Tesouro e a Receita Federal (IRS) no Tribunal Federal do Distrito Sul da Flórida, relacionados ao vazamento das declarações de imposto de renda da família Trump.
Além disso, o departamento também informou que os envolvidos concordaram em retirar duas reivindicações administrativas que haviam apresentado contra o governo federal, incluindo uma que pedia compensação pelos danos causados pela invasão ilegal de Mar-a-Lago e pelas investigações que apuravam supostas ligações entre a campanha presidencial de Trump e a Rússia.
De acordo com o DOJ, como parte do acordo, Trump, seus filhos e a Organização Trump receberão um pedido formal de desculpas do governo, mas não haverá pagamento monetário ou qualquer forma de indenização. A criação do fundo, no entanto, gerou controvérsias e críticas por parte da oposição democrata, que vê a medida como uma estratégia para favorecer aliados de Trump.
Recentemente, o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, reconheceu durante uma audiência no Congresso que o fundo poderá ser usado para indenizar pessoas condenadas pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Em resposta, dois policiais que foram agredidos durante os eventos daquele dia processaram o fundo, argumentando que os recursos poderiam ser utilizados para financiar insurgentes e grupos que promovem a violência em nome de Trump.




