O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou seu apoio a um novo conjunto de sanções contra a Rússia, que pode gerar tarifas adicionais para o Brasil. Este pacote de sanções é parte de uma iniciativa liderada pelo falecido senador Lindsey Graham, que faleceu recentemente. O respaldo de Trump surge poucos dias após a morte inesperada de Graham, que era um defensor ativo de medidas rigorosas contra a Rússia.
Em julho do ano passado, Lindsey Graham fez declarações contundentes sobre a necessidade de que países como Brasil, China e Índia interrompessem a compra de petróleo russo. Na ocasião, ele alertou que os EUA poderiam adotar sanções severas, incluindo uma tarifa de até 100% sobre as importações provenientes de nações que mantivessem relações comerciais com Moscou. Graham enfatizou que tal medida seria uma forma de pressionar economias que se beneficiavam do petróleo russo, afirmando que o objetivo era interromper o fluxo de recursos que sustentava a guerra da Ucrânia.
Na última segunda-feira (13), um representante da Casa Branca informou que Trump estaria disposto a apoiar publicamente as novas sanções secundárias, que são co-lideradas por Graham e pelo senador democrata Richard Blumenthal. Apesar de ter feito críticas anteriormente à aplicação de sanções, Trump parece alinhar-se ao novo pacote em um momento em que a situação geopolítica exige ações firmes.
John Thune, líder da maioria no Senado, destacou que a Casa Branca está colaborando de perto com Graham na elaboração da proposta. Ele mencionou que, nos últimos dias de vida do senador, as sanções eram sua prioridade máxima, e que a medida representaria um legado significativo para sua carreira política.
As sanções que estão sendo discutidas podem ter um impacto direto nas relações comerciais do Brasil com os Estados Unidos, especialmente no que se refere à importação de petróleo. A pressão exercida por Washington sobre países que continuam a negociar com a Rússia reflete a complexidade do cenário internacional e a urgência em encontrar soluções para a crise na Ucrânia.




