O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, programou um pronunciamento à nação para a noite de quinta-feira, dia 16. Durante seu discurso, ele abordará informações provenientes de agências de inteligência que foram recentemente desclassificadas, as quais tratam de investigações sobre o pleito eleitoral no país.
Fontes ligadas ao governo Trump informaram que o discurso incluirá menções a “vulnerabilidades” nas urnas eletrônicas que são utilizadas em diversos locais de votação nos Estados Unidos. O foco do pronunciamento será as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, agendadas para novembro deste ano, além de possíveis falhas que poderiam ser exploradas por agentes cibernéticos.
As informações que Trump discutirá estão conectadas à eleição presidencial de 2020, quando ele foi derrotado pelo democrata Joe Biden. O ex-presidente continua a alegar que houve fraude naquele pleito, uma afirmação que permanece como um tema recorrente em sua retórica política.
Recentemente, o FBI enviou 260 analistas e especialistas para auxiliar nas investigações relacionadas à eleição de 2020, especificamente no condado de Fulton, na Geórgia, que é um dos focos das alegações de fraude. O envio dos agentes foi classificado como uma “investigação prioritária” por um memorando interno.
A ação de Trump ocorre em um contexto de mudanças na Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC). Na semana anterior, ele demitiu dois comissários democratas, o que, somado à renúncia de dois comissários republicanos, deixou a comissão sem membros ativos. A Casa Branca confirmou que Trump possui a autoridade legal para destituir autoridades que não estejam em conformidade com os objetivos do governo de garantir a segurança eleitoral.
Essas demissões ocorreram após a Suprema Corte dos Estados Unidos ampliar os poderes presidenciais para demitir diretores de agências independentes. Em uma ordem executiva anterior, Trump já havia determinado que a EAC exigisse comprovação de cidadania nos registros eleitorais e que apenas votos por correio recebidos até o dia da eleição fossem aceitos, uma decisão que foi suspensa pela Justiça no final de junho de 2020.




