Nesta quinta-feira, 30, o dólar apresentou uma queda de 0,99%, fechando a R$ 4,9518, o menor valor registrado desde março de 2024. Essa desvalorização da moeda americana foi impulsionada por decisões recentes sobre a taxa de juros, tanto No Brasil quanto Nos Estados Unidos, além de um cenário de instabilidade no Oriente Médio.
O movimento do dólar impactou diretamente os investidores e o mercado de ativos, refletido na performance do Ibovespa, que subiu 1,39%, encerrando o dia aos 187.318 pontos. O índice brasileiro, que já acumula alta no ano, seguiu a tendência positiva do exterior e os resultados animadores de balanços corporativos.
No acumulado da semana, a moeda norte-americana acumula uma queda de 0,92%, enquanto no mês a desvalorização chega a 4,38% e, no ano, a 9,78%. O Ibovespa, por sua vez, registra um recuo de 1,78% na semana e uma ligeira baixa mensal, mas apresenta uma alta de 16,28% em 2026.
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo-a em 14,5% ao ano. Apesar dessa diminuição, a taxa ainda permanece em um nível elevado, o que continua a tornar o país atrativo para o capital estrangeiro, contribuindo assim para a valorização do real em relação ao dólar.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, adotando uma postura cautelosa diante da inflação e das incertezas globais. A decisão do Fed já era esperada pelo mercado. A inflação americana, medida pelo PCE (índice de gastos com consumo pessoal), teve um aumento de 0,7% em março, a maior alta desde junho de 2022, impulsionada pelo aumento no preço da gasolina, que é um indicador importante para a política monetária dos EUA.
No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões sobre o mercado de petróleo. O barril do Brent, que chegou a ultrapassar a marca de US$ 125 durante o dia, fechou em US$ 114,01, após um recuo de 3,41%. A instabilidade nas relações entre Estados Unidos e Irã mantém a volatilidade no setor energético, com restrições a portos iranianos e dificuldades no Estreito de Ormuz impactando a oferta global de petróleo.




