O julgamento de um diretor de funerária teve início nesta segunda-feira (27) na cidade de Hull, localizada no norte da Inglaterra. O réu, Robert Bush, é acusado de ter mantido corpos em vez de realizar as devidas crem ações, além de ter entregue cinzas de pessoas desconhecidas a familiares. As irregularidades se estenderam por um período de 12 anos.
A investigação começou após uma denúncia anônima que levou a polícia a descobrir 31 corpos armazenados em uma câmara frigorífica, os quais deveriam ter sido cremados meses antes. Além disso, foram encontradas cinzas de mais de cem indivíduos, que também não foram devidamente tratadas conforme as normas do setor funerário.
Jasmine Beverley, mãe de um natimorto, se disse chocada ao descobrir que o corpo de seu filho, Sunny, estava entre os restos encontrados. Em depoimento à BBC, ela relatou que, ao confiar a cremação do bebê a Bush, o considerou uma pessoa “encantadora” e “muito respeitosa”. A surpresa e a indignação vieram à tona quando soube que os restos de seu filho estavam armazenados de forma inadequada em um saco marrom.
Bush admitiu ter entregado cinzas a quatro mulheres que não pertenciam a seus filhos, que faleceram durante a gestação. Ele também enfrenta mais de 30 acusações relacionadas à negativa em proporcionar funerais dignos a esses falecidos. Além disso, o diretor da funerária reconheceu que se apropriou de doações feitas por familiares a doze organizações de caridade.
As famílias afetadas por essa situação estão agora mobilizando campanhas visando a regulamentação do setor funerário, em busca de evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer. A necessidade de uma supervisão mais rigorosa e de normas claras para o funcionamento das funerárias se torna evidente diante das graves transgressões cometidas por Bush.




