Nesta segunda-feira (3), a Dinamarca deu início a um novo modelo de serviço militar obrigatório estendido, com a incorporação de cerca de 1.600 recrutas. Este novo formato, que se estende por 11 meses, surge em um contexto de crescente preocupação com a segurança, especialmente no Ártico e em decorrência da guerra na Ucrânia.
A ampliação do serviço militar foi anunciada em 2024, quando o governo dinamarquês decidiu incluir mulheres pela primeira vez e aumentar o tempo padrão de serviço, que anteriormente era de quatro meses. Além disso, o número de recrutas deve crescer de 5.000 para 7.500 anualmente até 2033.
Os novos recrutas também estão sendo preparados para uma missão histórica: pela primeira vez, tropas dinamarquesas serão enviadas para a Groenlândia ainda neste mês. Uma companhia com mais de 100 soldados ficará na região por um período de um mês, assumindo funções que antes eram desempenhadas por forças profissionais.
Esse envio de tropas adquire um significado político considerável, especialmente após tentativas do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar o território dinamarquês semiautônomo, uma proposta que foi firmemente rejeitada pelos governos da Groenlândia e da Dinamarca.
Durante a última cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada em Ancara no mês anterior, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, destacou que o país está preparado para defender cada centímetro do território da aliança militar, incluindo suas próprias áreas.
Silas Nohr, um jovem recruta de 19 anos oriundo de Varde, expressou entusiasmo pelo novo período de serviço. "Agora temos 11 meses, e sinto que dá para realmente se envolver, vivenciar a experiência e mergulhar mais fundo na vida militar", comentou.




