Na última quarta-feira (10), o deputado Renato Câmara, vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), apresentou uma indicação ao Governo do Estado. A proposta visa a realização de estudos técnicos, operacionais e orçamentários para a criação do Pelotão Ostensivo de Drones da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (POD/PMMS), ou uma unidade operacional equivalente. O objetivo é implantar o uso de aeronaves remotamente pilotadas em ações de segurança pública.
A indicação foi encaminhada ao governador Eduardo Riedel e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A proposta busca avaliar a viabilidade do uso estruturado dessa tecnologia em atividades de policiamento ostensivo, preventivo e especializado, além de apoiar operações integradas.
Renato Câmara destacou a necessidade de investimentos em inteligência e inovação, devido ao avanço da criminalidade organizada e às características geográficas do estado. "Mato Grosso do Sul possui uma extensa faixa de fronteira, grandes áreas rurais e regiões de difícil acesso. A tecnologia pode ampliar a capacidade de monitoramento e contribuir para uma atuação mais eficiente das forças de segurança", afirmou o deputado.
Os drones, conforme a proposta, seriam utilizados para monitoramento aéreo em tempo real, acompanhamento tático de ocorrências, localização de suspeitos e veículos, reforço ao patrulhamento preventivo, apoio a operações ambientais, além de ações de busca e salvamento. A integração com centros de comando e inteligência também está entre as funcionalidades previstas.
O parlamentar argumenta que a criação de uma unidade especializada permitirá organizar e padronizar a utilização da tecnologia na Polícia Militar. Entre os itens a serem analisados nos estudos estão a aquisição de equipamentos com câmeras de alta resolução, sensores termais, sistemas de transmissão em tempo real e capacitação específica dos policiais militares.
Câmara ressaltou que a estruturação de um pelotão especializado poderá aumentar o alcance das operações, reduzir riscos para os agentes em solo e fortalecer a presença do Estado em áreas estratégicas, especialmente nas regiões de fronteira e nas zonas rurais. A proposta também estabelece que a eventual implantação deve observar as normas relacionadas à aviação civil e à proteção de dados.




