O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao primeiro trimestre de 2023, que apontou um crescimento anualizado de 1,6%. Essa taxa representa uma revisão para baixo em comparação com a estimativa anterior, que era de 2,0%. Economistas esperavam que o crescimento se mantivesse em 2,0%, mas a realidade mostrou um desempenho econômico mais fraco do que o previsto.
No quarto trimestre de 2022, a economia havia crescido a uma taxa de 0,5%. A redução na estimativa do PIB do primeiro trimestre decorreu de revisões negativas nos investimentos em estoques e nos gastos do consumidor, que são cruciais para a economia americana.
Os gastos do consumidor, que correspondem a mais de dois terços da economia dos EUA, foram ajustados para baixo, de 1,6% para 1,4%. Apesar dessa revisão, as restituições de impostos ofereceram um certo alívio financeiro às famílias, especialmente em um cenário de aumento dos preços da gasolina.
Os gastos das empresas com equipamentos apresentaram um crescimento robusto, mantendo a taxa de 17,2%. Já as vendas finais para consumidores domésticos cresceram a uma taxa de 2,4%, uma leve diminuição em relação à estimativa anterior de 2,5%.
Os lucros da produção corrente também mostraram uma desaceleração significativa, aumentando em US$ 40,4 bilhões no primeiro trimestre, em comparação com um crescimento de US$ 246,9 bilhões observado no quarto trimestre de 2022. Em termos de renda, o crescimento econômico foi de 0,9% entre janeiro e março, enquanto a Renda Bruta Nacional cresceu 1,6% no trimestre anterior.
Especialistas indicam que o atual conflito no Oriente Médio pode impactar ainda mais o crescimento econômico a partir do segundo trimestre de 2023, aumentando as incertezas sobre a recuperação econômica dos EUA.




