A CPI do Crime Organizado começou de forma bombástica, fazendo convites a ministros do Supremo para comparecer, além do presidente e do ex-presidente do Banco Central, ex-ministros da Fazenda de vários governos e um ministro palaciano do atual.
Os ministros convidados, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, não precisam ir, pois convites não obrigam a pessoa convidada a depor em uma CPI. No entanto, o que a CPI está tentando fazer, de início, é quebrar o sigilo de uma empresa à qual está ligado um dos ministros.
O jogo se torna muito mais perigoso para todos os envolvidos, pois o dono do Banco Master exerceu um amplo grau de compra de acesso em vários setores da política brasileira. Isso reduz o apetite no Parlamento por uma CPI voltada apenas para o tal banco.
A Suprema Corte encontra-se em uma situação delicada, pois não se sabe como essa CPI vai acabar. Para a Suprema Corte, começa mal.




