A cidade de Coxim está prestes a contar com uma farinheira, que será construída para promover o beneficiamento da mandioca e agregar valor à produção local. A prefeitura finalizou a licitação para a obra, que contará com um investimento de R$ 977.847,60. A nova unidade será localizada no Novo Parque Industrial, situado às margens da BR-163, uma área estratégica para o escoamento da produção agrícola.
Atualmente, a produção de mandioca no município abrange cerca de 100 hectares, conforme levantamento da Produção Agrícola Municipal (PAM) realizado pelo IBGE. Desde 2019, Coxim mantém uma produção estimada em 1,5 mil toneladas, grande parte oriunda da agricultura familiar. A Associação de Desenvolvimento Rural do Beira Rio, localizada na Colônia São Ramão, tem um papel fundamental nesse contexto, promovendo a organização dos agricultores e facilitando o acesso a recursos e assistência técnica desde sua fundação em 2021.
O prefeito Edilson Magro, do Partido Progressista (PP), destacou que, enquanto a construção da farinheira avança, medidas estão sendo tomadas para organizar a cadeia produtiva que abastecerá a nova unidade. A iniciativa envolve tanto os membros da Associação Beira Rio quanto outros agricultores da região que manifestam interesse em aumentar a produção de mandioca. Magro enfatizou a importância do trabalho conjunto e a mobilização da equipe técnica para otimizar o plantio e a produção.
A expectativa é que a nova estrutura não apenas beneficie a produção local, mas também contribua para a geração de empregos e renda, ao possibilitar que parte da colheita seja processada no próprio município. Os recursos destinados à implantação da farinheira resultaram de uma emenda parlamentar do deputado federal Geraldo Resende, do União Brasil. A conclusão da licitação marca uma etapa importante antes do início das obras, e agora o foco está na definição do cronograma de construção.
O Novo Parque Industrial de Coxim, que abrigará a farinheira, possui uma área de 7,8 hectares, desmembrados da Fazenda Barra do Riozinho. A doação do terreno pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi aprovada pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2025, por meio do Projeto de Lei nº 292/2025. A legislação determina que o imóvel deve ser utilizado para fins industriais, além de atividades de pesquisa e extensão. O município terá um prazo de dois anos, que pode ser prorrogado por mais dois, para cumprir as condições estabelecidas, sob pena de devolução da área ao patrimônio estadual.




