A Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, conforme confirmado pela defesa. A decisão foi comunicada ao Ministério de Relações Exteriores e o prazo para a defesa recorrer é de 15 dias. Zambelli, que possui dupla cidadania italiana e brasileira, deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como "Colmeia".
Os advogados de Zambelli planejam apresentar dois recursos à Corte de Cassação, um contestando a extradição e outro questionando a imparcialidade dos juízes. A cooperação para a extradição inclui condições, como a obrigação do governo brasileiro de fornecer informações periódicas à Itália sobre a situação da ex-deputada e garantir seu acesso a advogados.
O governo brasileiro teve que comprovar que Zambelli não enfrentaria violações de direitos humanos nas condições do sistema penitenciário. Durante o julgamento, a defesa argumentou que houve perseguição política por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mas os juízes entenderam que os fatos não constituem crime político.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF por envolvimento em um esquema de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A Itália também está avaliando outro pedido de extradição relacionado ao perito Eduardo Tagliaferro, acusado de violação de sigilo funcional.




