A partida entre Estados Unidos e Bélgica, que acontece às 21 horas (horário de Brasília) desta segunda-feira (6) em Seattle, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, já gera polêmica antes mesmo de seu início. O motivo é a acusação de interferência do presidente americano, Donald Trump, em uma decisão da Fifa relacionada ao atacante Folarin Balogun.
No domingo (5), a Fifa comunicou que seu Comitê Disciplinar decidiu conceder um indulto a Balogun, que havia sido expulso na fase anterior do torneio, em um jogo contra a Bósnia-Herzegovina, devido a um pisão no tornozelo do jogador Tarik Muharemovic. A entidade anunciou que a aplicação da suspensão ficou suspensa por um período probatório de um ano, sendo que uma nova infração do atleta resultaria na revogação da suspensão.
Com essa decisão, Balogun, que é o artilheiro da seleção americana na competição, com três gols até o momento, está liberado para participar do confronto contra a Bélgica. A situação, no entanto, suscitou reações intensas, especialmente porque, segundo relatos, Trump teria contatado o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar a revisão do cartão vermelho recebido por Balogun.
Embora Trump não tenha confirmado o telefonema, ele expressou agradecimento à Fifa pela decisão, afirmando que a entidade fez “o que era certo” ao reverter uma “grande injustiça”. A declaração gerou críticas, especialmente do técnico da seleção belga, Rudi Garcia, que ironizou a decisão da Fifa, sugerindo que a data do indulto poderia ser comparada ao Dia da Mentira na Europa.
O técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, defendeu a decisão da Fifa, afirmando que “99,9%” das pessoas consideram o cartão vermelho injusto. Em contrapartida, a Associação Real de Futebol da Bélgica (RBFA) divulgou um comunicado expressando sua insatisfação com a medida. A Uefa também se manifestou, destacando que a suspensão automática após uma expulsão é um princípio consagrado nos regulamentos e que a integridade do jogo deve ser preservada.
Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, também comentou sobre a situação, afirmando que o futebol não deve ser influenciado por questões políticas. A controvérsia em torno do indulto de Balogun levantou debates sobre a credibilidade das decisões da Fifa e a relação entre política e esporte, com o ex-deputado Adam Kinzinger sugerindo que a interferência de Trump poderia manchar o possível sucesso dos EUA na Copa do Mundo.




